Juína MT

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Empresa que impulsiona o crescimento do Estado - Saiba Mais

Ju√≠na √© um munic√≠pio brasileiro do estado de Mato Grosso, na divisa com Rond√īnia. Situa-se inteiramente dentro do bioma Amaz√īnia e √© cidade-p√≥lo da microrregi√£o do Aripuana
Origem do Nome
Nome de origem ind√≠gena, da etnia Pareci, de grafia "zui-u√≠na", que significa - Rio do gavi√£o. Tamb√©m h√° a possibilidade de originar da etnia Cinta Larga "ju-hi-i√Īa". A denomina√ß√£o Ju√≠na √© refer√™ncia geogr√°fica ao Rio Ju√≠na-Mirim. (Fonte: Ferreira, Jo√£o Carlos Vicente - Mato Grosso e seus Munic√≠pios,Editora Buriti, 2001)

História[editar
A regi√£o foi primeiramente habitada por povos das na√ß√Ķes cintalarga, rikbatsa e ena-wen√™-naw√™. O territ√≥rio do munic√≠pio de Ju√≠na abriga duas enormes √°reas ind√≠genas e a popula√ß√£o ind√≠gena √© de 1008 ind√≠genas 6 e ainda a Esta√ß√£o Ecol√≥gica Iqu√™-Juruena. O in√≠cio da povoa√ß√£o aconteceu atrav√©s da constru√ß√£o da rodovia AR-1, que liga a cidade de Vilhena, no Estado de Rond√īnia √† de Aripuan√£, que na d√©cada de setenta era de dific√≠limo acesso, sendo conhecida por ‚ÄúTerra Esquecida‚ÄĚ. Coube a CODEMAT ‚Äď Companhia de Desenvolvimento de Mato Grosso a iniciativa do Projeto Ju√≠na, pensado inicialmente por um grupo de diretores e funcion√°rios, juntamente com diretores da SUDECO ‚Äď Superintend√™ncia de Desenvolvimento do Centro Oeste. Consta ainda que o engenheiro Gabriel M√ľller, um entusiasta de Ju√≠na, foi um dos autores intelectuais do projeto, atrav√©s de lei aprovada pelo Congresso Nacional por indica√ß√£o e influ√™ncia do ent√£o senador Filinto M√ľller, dando poderes ao Estado de Mato Grosso para a licita√ß√£o da imensa √°rea destinada ao futuro munic√≠pio de Ju√≠na. A seguir, dois milh√Ķes de hectares foram vendidos, principalmente para ruralistas do sul do pa√≠s. √Ä prefeitura do munic√≠pio de Aripuan√£, para fins agr√≠colas, foram cedidos 117 mil h√°. √†s margens do rio Juruena, tendo como refer√™ncia a antiga vila de Fontanilhas e mais 65 mil h√°. √†s margens do rio Aripuan√£. A coloniza√ß√£o de Ju√≠na come√ßou a partir de 1978, quando in√ļmeras fam√≠lias, especialmente do centro-sul do pa√≠s, migraram para esta regi√£o. Em l976, os trabalhadores de constru√ß√£o da AR-l, estavam a todo vapor, salvo os problemas naturais de per√≠odos de chuvas. Em 23 de janeiro deste mesmo ano, ocorreu uma reuni√£o no distrito de Fontanilhas, √†s margens do Juruena, tendo como palco o hotel Fontanilhas, que foi constru√≠do a mando do governador Jos√© Fragelli.Desta reuni√£o participaram diretores da Sudeco e Codemat. Deste encontro surgiu a id√©ia de se formalizar o Projeto Ju√≠na, que previa a implanta√ß√£o de uma cidade no meio da selva amaz√īnica. Identificadas √†s terras de maior fertilidade, definiu-se a √°rea do projeto com aproximadamente 411 mil h√°. na regi√£o do Alto ARIPUAN√É e Ju√≠na-Mirim, do km180 a280 da rodovia AR-1. O projeto elaborado em 1977, teve sua aprova√ß√£o pelo INCRA atrav√©s da portaria n¬ļ 904, de 19 de setembro de 1878. O engenheiro Hilton Campos, detentor de grandes m√©ritos da cria√ß√£o e coloniza√ß√£o de Ju√≠na, n√£o mediu esfor√ßos para levar os primeiros sinais de progresso √† ‚ÄúRainha da Floresta‚ÄĚ, termo pelo qual √© conhecida a cidade. O projeto original previa a divis√£o da cidadeem m√≥dulos. Cadam√≥dulo tinha35 hectares, incluindo ruas e projetos urban√≠stico. Os lotes mediam 12x40 m. e depois passaram a 15x40 m. O projeto que resultou no surgimento de Ju√≠na, foi considerado o maior √™xito de Coloniza√ß√£o na Codemat. Em virtude do crescimento acelerado e acentuado, em 10 de junho de 1979, foi criado o distrito de Ju√≠na, com territ√≥rio jurisdicionado ao munic√≠pio de Aripuan√£. Ju√≠na passou a munic√≠pio em 09 de maio de 1982, com √°rea de quase 30 mil quil√īmetros quadrados, desmembrado do munic√≠pio de Aripuan√£. A instala√ß√£o foi no dia 3l de Janeiro, sendo primeiro prefeito eleito o professor Orlando Pereira. O setor agropecu√°rio sofreu um duro golpe, pois a falta de operacionalidade da Cooperju√≠na ‚Äď Cooperativa Agropecu√°ria Mista de Ju√≠na, que foi fundada em 1980 e no ano de 1988, contava com 2.335 associados, permitiu esta situa√ß√£o. Em 1988, foi criada a Delegacia Regional de Educa√ß√£o de Ju√≠na. A partir de 1976, foram descobertas ricas jazidas diamant√≠feras na regi√£o, atrav√©s de pesquisas identificadas pela SOPEMI ‚Äď Sociedade de Pesquisas Minerais e pelo Projeto RADAMBRASIL. A garimpagem de diamantes acabou fazendo hist√≥ria em Ju√≠na. H√° quem diga que j√° houve fase melhor. Ju√≠na foi escolhida pelos irm√£os Ben‚ÄďDavi, compradores de diamantes, para a instala√ß√£o da ‚ÄúBolsa de Diamantes‚ÄĚ, que adquiriu, por longos anos, consider√°vel lote de gemas. O com√©rcio diamant√≠fero n√£o escolhe lugar nem hora para ser realizado. Basta sair nas ruas da cidade para se dar conta desta realidade. At√© na esta√ß√£o rodovi√°ria existem compradores de gemas. Um benef√≠cio que a garimpagem trouxe foi a exposi√ß√£o de f√≥sseis de animais pr√©-hist√≥ricos, ap√≥s trabalho desenvolvido a6 metrosde profundidade, na fazenda S√£o Luiz, localizada na linha-3.O fator negativo √© que a quase totalidade destas pe√ßas encontradas, s√£o jogadas fora ou mesmo escondidas, por acreditarem os garimpeiros que tais achados trazem azar. Ou seria medo, por existir lei que pro√≠be a garimpagem em √°reas de s√≠tios arqueol√≥gicos. De qualquer forma muita coisa se perde, mas ainda h√° tempo de salvar alguma coisa. Desde a instala√ß√£o oficial do munic√≠pio, Ju√≠na tem se desenvolvido de forma extraordin√°ria, apesar das dificuldades inerentes √† localiza√ß√£o da regi√£o. Um dos entraves para o crescimento √© a quest√£o energ√©tica, apesar da usina hidrel√©trica do rio Aripuan√£ ter entrado em funcionamento, n√£o atendeu √† demanda necess√°ria. Apesar de ser o maior produtor de diamante industrial do pa√≠s, e seu subsolo abrigar ricas jazidas, que segundo pesquisas seriam necess√°rios 50 anos para sua explora√ß√£o, o setor encontra-se desmotivado. O munic√≠pio tem forte tend√™ncia para evolu√ß√£o no campo da pecu√°ria, e as culturas perenes de guaran√°, seringueira, cacau e mesmo o caf√©, que tiveram incentivo na d√©cada de oitenta, encontravam-se em meados dos anos noventa, em franca decad√™ncia

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